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Memória afetiva: costureiras

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Fonte: José Romildo Bezerra Um olhar sobre a Sulanca e a feira, como laboratório de preservação da memória afetiva de seus moradores locais e da região do Polo de Confecções. Sustentada pelos pilares do empreendedorismo, da economia solidária, cultura popular, a história de Santa Cruz do Capibaribe está ligada ao pioneirismo e aos saberes das costureiras, motores da cidadania e expressividade da força da identidade de um povo e da indústria têxtil.

A feira, o retrato da história

Quem ver cada linha pontuada Um tecido, ou mãos de costureiras Por detrás dos retalhos, prateleiras, Manequins, vitrine, na  fachada, Numa Lona, bordado, ou bancada No cansaço e riso de vendedores Carroceiro ambulantes pelas cores Na desordem, da ordem compassada A bandeira da feira é estirada Em um pódio de glórias e louvores  Sua história abre alas no passado Onde homens da área ruralista Se lançavam longe, além da vista Pra Recife, o destino era atirado Em jericos, cangalho pendurado Cheio de queijo, galinha e carvão A palha forte fazendo um cestão Pra viagem levar em segurança Mantimentos vendidos na andança Deixando o rastro da evolução Capital, berço de oportunidade Onde a luta pela sobrevivência Fez nascer a luz da subsistência Com sobras de fábricas da cidade Viajantes que da inutilidade Recriavam função pros despejados Os Retalhos que eram descartados Na bagagem, levados como ouro E as mulheres rendavam o tesouro Que manualmente eram inventado

As pioneiras

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Fonte: José Romildo Bezerra "Guerreiras e empreendedoras: mãos que costuram a história de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco" Santa Cruz do Capibaribe: a “Terra da Sulanca” Situado na Mesorregião do Agreste de Pernambuco, região intermediária entre o Litoral/Mata de clima úmido e o Sertão semiárido, o município de Santa Cruz do Capibaribe, com uma distância média de 192 quilômetros de Recife, foi criado no século XIX e caracteriza-se pela comercialização de tecidos, retalhos e aviamentos. No final da década de 40, quando a cidade ainda era uma vila, o pioneirismo de três comerciantes com a venda de retalhos (subprodutos de fábricas de tecidos), permitiu a confecção de cobertas (tiras emendadas), fazendo surgir o termo “ sulanca ”, que remete ao fato do tecido helanca ter vindo do Sul do país para servir de produção local.  Com base em Duarte e Fusco (2008), esse processo inicia-se com a ação de caminhoneiros que transportavam mercadorias de São Pau